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terça-feira, 5 de julho de 2011

Mestre Pasquale e os DITOS POPULARES...

(enviada pelo nosso atento colaborador - JOSÉ TOLEDO - que como os demais sapientes sabe que: QUANTO MAIS SABEMOS, ENTENDEMOS QUE POUCO SABEMOS E TEMOS QUE APRENDER MAIS! QUEM ENSINA O QUE SABE, SEMPRE ESTA APRENDENDO MAIS! visite nossosaberladino.blogspot.com e insistanosonho.blogspot.com )

Ditos populares: Eu também falava assim...APRENDA O CORRETO!





E a gente pensa que repete corretamente os ' ditos populares'
Dicas do Prof. Pasquale:

HOJE É DOMINGO PÉ DE CACHIMBO... e eu ficava imaginando como seria um pé de cachimbo, quando o correto é: HOJE É DOMINGO PEDE CACHIMBO... Domingo é um dia especial para relaxar e fumar um cachimbo ao invés do tradicional cigarro (para aqueles que fumam, naturalmente...).

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bichocarpinteiro' "Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro???"
Correto:'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'"Tá aí a resposta para meu dilema de infância!" EU
NÃO SABIA. E VOCÊ?

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'"Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?"

'Cor de burro quando foge.'
O correto é: 'Corro de burro quando foge!'"Esse foi o pior de todos!
Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor???"

Outro que no popular todo mundo erra: 'Quem tem boca vai a Roma.'
"Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!" O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.'(isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado,
'Cuspido e escarrado'- quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: 'Esculpido em Carrara.'(Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso.... 'Quem não tem cão,caça com gato.' "Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho tá de bom humor!"
O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato.... ou seja, sozinho!'


Duvidooo que você tbm não falava errado, hahaha !!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

HÉLIO RIBEIRO - NOSSO SAUDOSO MESTRE DO RÁDIO - NUMA LINDA HOMENAGEM A FIGURA DO HONRADO PAI...

Numa singular homenagem - nosso saudoso colega de Rádio Cultura de M.Mirim e de outras rádios antigas do imenso Brasil - que retransmitiam esse sapiente SER, aos jovens do século passado.
Aqui - emocionando sempre - HÉLIO RIBEIRO - REALÇA A FIGURA DO VERDADEIRO PAI... Vamos ouvir e aprender...
POIS NA NOSSA MESA... O SEU LUGAR SEMPRE SERÁ RESERVADO! PAPAI, O SENHOR ME ENSINOU MUITO E DEIXOU UM NOME HONRADO: ONOPHRE M. BUENO - que seus amigos e companheiros de jornada - que vendiam e compravam boiada - hoje, quando passam em nosso escritório - no centro de Mogi Mirim - falam com saudades e do tempo que A PALAVRA DADA, JAMAIS ERA NEGADA! Mas - lembrando o grande jurídico RUY BARBOSA: "CHEGARÁ UM DIA - QUE O HOMEM HONESTO, DE TANTO VER GLORIFICAR A DESONESTIDADE, A FALTA DE PALAVRA E CARÁTER, COM CERTEZA, ELE SE SENTIRÁ ATÉ ENVERGONHADO... Sabe de uma coisa... OUÇAM...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

MANDE A SUA PARA O SABERLADINO...

(O Suzuki sabe e informa o endereço da moda em M.Mirim - rua quinze de novembro - MADRESSA MODAS - FONE 38O6 7814 - fale com a Gi - que enviou a história do sábio SAKIRO... A QUAL VOCÊ VÃO LER...)

Numa escola em São Paulo, a professora apresentou aos alunos um novo colega, Sakiro Suzuki, do Japão.
A aula começa e a professora:
-Vamos ver quem conhece a história americana.
- Quem disse: 'Dê-me a liberdade ou a morte'?
Silêncio total na sala. Apenas Suzuki levanta a mão e diz:
- Patrick Henry em 1.775 na Filadélfia.
- Muito bem, Suzuki.
- E quem disse: 'O estado é o povo, e o povo não pode se afundar.'?
- Abraham Lincoln em 1.863 em Washington.
A professora olha os alunos e diz:
- Vocês não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história americana que vocês!
Então, ouve-se uma voz baixinha, lá ao fundo:
- Vai tomar no cu, japonês de merda!
- Quem foi? grita a professora.
Suzuki levanta a mão e sem esperar responde:
- General McArthur em 1.942 em Guadalcanal, e Lee Iacocca em 1.982 na Assembléia Geral da Chrysler.
A turma fica super silenciosa, apenas ouve-se do fundo da sala:
- Acho que vou vomitar.
A professora grita: - Quem foi?
E Suzuki:
- George Bush (pai) ao Primeiro-Ministro Tanaka durante um almoço, em Tókio, em 1991.
Um dos alunos grita:
- Chupa o meu pau!
E a professora irritada: -Acabou-se! Quem foi agora?
E Suzuki, sem hesitações:
- Bill Clinton à Monica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, em 1.997.
E outro aluno se levanta e grita: -Suzuki é uma merda!
E Suzuki responde:
- Valentino Rossi no Grande Prêmio de Moto no Rio de Janeiro em 2.002.
A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta se abre e entra o diretor, que diz:
- Que merda é essa, nunca vi uma confusão destas!
Suzuki:
- Lula para o ministro da Aeronáutica, a respeito do cáos aéreo em dez/2.006, Brasília.
E outro aluno, num sussurro que ecoou: -Ihhh... agora fodeu de vez!
Suzuki:
- Lula de novo, após a queda do avião da TAM.
O diretor fica estarrecido com a petulância do japonês e da euforia da turma e diz:
- Cambada de viadinhos filhos das putas, voces tem que virar homens de verdade!
Suzuki:
- Técnico Ricardo Gomes ,ao assumir o time do São Paulo Futebol Clube


quarta-feira, 3 de março de 2010

O SABERLADINO APRESENTA TUDO: ATÉ ESSA...

Aluisio Victal
Gerente de Construção Civil da Fabrica de Três Lagoas
(relíquia enviada pelo amigo tenista que é leitor e colaborador dos blogs - deste e do xadrezdinobueno.blogspot.com)

VAMOS COLABORAR PESSOAL !!!

Vale do Paraíba - dá para acreditar?


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

AOS INTERESSADOS NA CASA DO CLODOVIL...

Sofrendo esta o colega corretor de imóveis de Ubatuba que colocou o anúncio da venda da casa do saudoso deputado e costureiro CLODOVIL. É QUE A CASA ERA FINANCIADA. Portanto - você tem que dar o que ele dava e continuar dando até o final

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

LIÇÕES E CURIOSIDADES QUE OS ANOS NOS TRAZEM...

(ilustração enviada pelo cultivador das frases otimistas - o escritor e amigo Walter Alvarenga dos Santos - autor do livro O MAIAOR TESOURO DO UNIVERSO - que agrada a todas idades: "minha mãe, com 84 anos, pede sempre o livro, de conteúdo útil, para ler nos intervalos do seu trabalho de fitas em pequenas toalhas". Conteúdo da sabedoria chenesa:" A RAZÃO PORQUE OS MARES REINAM SOBRE OS RIOS, RIACHOS, CÓRREGOS E REGATOS É PORQUE ELES(os mares)SE ACHAM ABAIXO DOS ÚLTIMOS." )
"Outra lição captada pela inteligência do amigo escritor e trazida até nós: A DO ADMIRADO BILL GATES - que tem a humildade de ouvir ideias e sugestões do mais simples funcionário da MICROSOFT sobre a empresa ou um de seus produtos."
Ao criativo escritor Walter Alvarenga dos Santos - mineiro que vive na bela Goiânia - que todo ANO NOVO traga-lhe inspiração da sua bela Minas Gerais para que tenhamos, por longo tempo, esta fonte inesgotável da POPULAR filosofia...
A letra "P" -
Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso:

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. – Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.


Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.
Pensei. Portanto, pronto pararei.


E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:


"O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma"


Ao repassar proteja meu endereço de e-mail
NÃO USE o campo 'Cc' ,e nem o "Para",no
campo "Para" coloque só um endereço
e use sempre o campo 'Cco'(cópia oculta),
para os outros assim o e-mail de todos
estará preservado.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vale a pena ler...
(enviada pelo grande colaborador dos blogs e líder da comunidade do admirado JOSÉ ALENCAR - o nosso amigo NESTOR FIGUEIREDO - que sabe que: "SÓ PASSAMOS A CONHECER O VERDADEIRO SER HUMANO NOS MOMENTOS MAIS DIFÍCEIS...")

José Alencar....Vice-Presidente ...
Exemplo de vida



"ESTOU PREPARADO PARA A MORTE!!!! (José da Alencar - Vice-Presidente da República)

"Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora".

Na semana passada, o Vice-Presidente da República, José Alencar, de 77 anos, deu início a mais uma batalha contra o câncer. É o 11º tratamento ao qual ele se submete na tentativa de controlar o sarcoma, um câncer agressivo e recidivo, diagnosticado pela primeira vez em 2006. A abordagem de agora consiste em quatro sessões semanais de quimioterapia. A químio foi decidida pelos médicos uma vez que o câncer de Alencar, com vários nódulos na região do abdômen, não respondeu a uma medicação ainda em fase experimental, em testes no hospital MD Anderson, centro de excelência em pesquisas ontológicas, nos Estados Unidos. Desde o início desse tratamento, em maio, o sarcoma cresceu cerca de 30%. A químio é uma tentativa de conter o alastramento do tumor. Visivelmente abatido, quase 10 quilos mais magro, Alencar recebeu a repórter Adriana Dias Lopes na sala 215 do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, enquanto passava pela primeira sessão de químio. O encontro durou cerca de uma hora. Nos primeiros dez minutos, o vice-presidente comeu dois hambúrgueres e tomou um copo de leite. Alencar chorou duas vezes. Ao falar de seus pais e da humildade, a virtude que, segundo ele, a doença lhe ensinou.

- Como o senhor está se sentindo?

- Está tudo ótimo: pressão, temperatura, coração e memória. Tenho apetite, inclusive – só não como torresmo porque não me servem. O meu problema é o tumor. Tenho consciência de que o quadro é, no mínimo, dificílimo – para não dizer impossível, sob o ponto de vista médico. Mas, como para Deus nada é impossível, estou entregue em Suas mãos.

- Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é incurável?

- Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram. E não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado. A informação me tranquiliza. Ela me dá armas para lutar. Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público – ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim. Um homem público com cargo eletivo não se pertence.

- O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta contra a doença.

- Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0. De outra, que estava empatado. E, agora, qual é o placar? Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma partida: vibrar quando faço um gol. Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar.

- Como a doença alterou a sua rotina?

- Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está bom ou ruim". O trem está ficando feio para o meu lado. Minha vida começou a mudar nos últimos meses. Ando cansado. O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira. Ando um pouco e já me canso. Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia (desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas plásticas), herança da última cirurgia, em julho. Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda. Tenho a minha mulher, Mariza, e a Jaciara (enfermeira da Presidência da República) para me auxiliarem com a colostomia. Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu. Sou atendido por eles no próprio gabinete. Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto. Sem drama nenhum.

- O senhor não passa por momentos de angústia?

- Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso.

- O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão ?

- A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.

- É penoso para o senhor praticar a humildade?

- Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi, quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem, anônimos, que me assistem. Cheguei à conclusão de que, o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.

- Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?

- Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir.

- O senhor tem medo da morte?

- Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.

- O senhor se deu conta da comoção nacional que tem provocado?

- Não há fortuna no mundo capaz de retribuir o carinho dos brasileiros. Sou um privilegiado. Você não imagina a quantidade de manifestações afetuosas que tenho recebido. Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora. A esperança de encontrar pessoas queridas é um alento muito grande – e uma grande razão para não ter medo do momento da morte.

- O senhor se tornou mais devoto com a doença?

- Sou de família católica, mas nunca fui de ir à missa. Nem agora faço isso. Quando a coisa aperta, rezo o pai-nosso. Ultimamente, tenho rezado umas duas, três vezes ao dia.

- Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?

- Abraçaria a Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".

José de Alencar - VICE PRESIDENTE DA REPÚBLICA.